Eternamente Jovens

terça-feira, 26 de maio de 2009

No meio de tanto que falar e tanto que dar a conhecer, pensa-se até que seja uma perda de tempo a opinião de um adolescente sobre o seu próprio estado de adolescência, a verdade é que preferi contar a verdadeira história desta geração, do que cair na asneira de opinar sobre um assunto erradamente.

Somos a geração da descoberta. Onde não deixamos nada por esclarecer, por viver ou por sentir. Flutuamos neste tempo, com o corpo sempre apto a uma nova aventura, com os olhos bem abertos para poder observar com clareza e o discurso claramente disponível a entrar em acção.

O movimento e a rapidez deste, está-nos no sangue, isto porque acomodarmo-nos a seja qual for a situação, não faz parte da nossa maneira de ir vivendo. Gostamos de ser diferentes, gostamos de fazer a diferença, gostamos de marcar com a diferença. Aliás todas estas Primaveras com que contamos jamais as viveremos, porém ainda existem aqueles que acreditam na tal “próxima vida”.

No que diz respeito a princípios e valores admito que estamos ainda muito “crus” para argumentar sobre o assunto. É preciso possuirmos um juízo devidamente justificado e sólido e, para já não me sinto apta a revelar seja o que for acerca do tema. Aliás sinto que somos ainda fruto desta sociedade onde predomina a instabilidade e a moda reflecte-se, ainda que tristemente, na ética e na ideologia de cada um. Sei que o nosso Respeito para com outro “passageiro” é um grande paço para a partilha de conhecimentos e desenvolvimento de relações entre mentes distintas.

Com uma aparência ou um espírito desigual, faremos sempre novos amigos, socializar é pois a base da sobrevivência e, é lei nas nossas relações.

Na nossa infância fomos o que não somos agora, temos mais anos de vida em cima de nós, desenvolvemo-nos e experimentamos diferentes sabores da sociedade e deste planeta, mas ainda gostamos de sonhar, de fantasiar, de fazer asneiras, de rir do que não tem piada, de acreditar naquilo que ninguém acredita, de sermos felizes sem sabermos que o somos, de construir todos os dias um futuro onde acabamos com príncipes e princesas no meio de criações animadas, quer isto dizer que de vez enquanto ainda gostamos de ser crianças.

Passados os tempos de catraios, andamos neste paraíso tentado atingir o céu, permanecendo debaixo do sol, trocando afectos com a água, observando muitíssimo bem o sabor daquilo que é natural. Apesar da louca paixão pelo calor, seja no quente ou no frio, lá residimos nós, imparáveis, com o sorriso de sempre estampado no semblante de cada um.

Sentados na areia, é rara a vez que dizemos “nunca”, por vezes caímos é certo, mas também quem disse que nós tínhamos o poder sobre tudo?

Desejamos com força crescer e ser justos, crescer e ser verdadeiros, saber qual a verdade, ter a total coragem e ter a total valentia. Não o somos? Não as temos?

No que diz respeito ao grupo de selecto dos meus amigos, acho que nos vamos completando uns aos outros. Fazendo uns, a melodia e outros, o ritmo, balançando ao som da existência. Cedo ou tarde, sempre juntos, espalhamos frescura pela deliciosa viagem da vida.

Com as nossas mãos sempre dadas, os pés sempre no socalco, a pedir sorte, ao bom sabor do vento, com o coração repleto de amor, uma canção bem cantada, pedimos para continuar com sossego o nosso passeio. Sim porque afinal, aqueles que meus amigos são, passam comigo pelo sacrifício, seja qual a for a estrada que eu escolha ou que eu percorra eles andam ali, vença ou perca. Com a plena harmonia para alcançarmos o nosso destino, festejamos como um só, permanecendo até o trabalho acabar.

Aquilo que vai vindo, não magoa o nosso chão, o fracasso que nos parece de momento tão grande, desaparece com o melhor dos sentimentos, a amargura que nos invade nas alturas em que de facto as realidades não correm pelo melhor, é atenuada por um misto de união e força, é a isto que chamo de pura amizade, de pura adolescência.

A nossa voz é imortal, sonhamos nós, e não só, o sonho acompanha-nos permanentemente, tornando a garra de vencer ainda mais forte, faz de nós ainda mais crianças e ainda mais adultos.

Por tudo aquilo que acreditamos, que idealizamos, que prometemos e que loucamente ambicionamos ser real, admiramo-nos uns aos outros. Cada fragmento de nós, compõe esta nossa jornada e, naquele que será o futuro onde nos projectamos, desta mesma maneira.

Portanto a vida que nos permita viver e nós que deixemos a vida mostrar-nos o quiser, por aqui neste planeta vamos continuar a deambular assim.

7 De Agosto de 2008

Renata Silva

Mini Glossário

segunda-feira, 25 de maio de 2009


Auto – estima


A auto-estima pode ser definida como o sentimento que se tem ligado a auto-imagem. O termo foi bastante vulgarizado, pois infelizmente, o seu uso não previa a deficiência do conceito de imagem de si. Quando o bebé, a criança desenvolve o seu auto–conceito a partir da relação com a mãe, e à medida em que esta relação se processa com cuidados e desenvolvimento do afectos, a criança começa a perceber na mãe a importância que ela tem como pessoa, desenvolvendo uma imagem segura de si mesma. Como um espelho, a mãe reflecte para a criança o que sente a seu respeito e o bebé apreende essa imagem e funciona na vida a partir dela. É por isto que muitas vezes o que a pessoa pensa de si mesmo é muito diferente do que apregoa ou do que as pessoas do seu ambiente percebem dela.


Depressão


Doença que provoca a perda do sentido da vida, da alegria, e que conduz ao isolamento, tristeza profunda (quase sempre sem razão de ser), podendo, no extremo, levar ao suicídio. Hoje muitas pessoas sofrem desse mal em escalas variadas, desde um profundo mau humor, até seus aspectos mais graves (dificuldade para sair de casa ou isolamento, chegando inclusive à Síndrome do Pânico), muitas delas sem perceberem que têm o problema. A variação é tão grande que já se adoptou o termo genérico " distimias" para englobar os diversos tipos de depressão.


Distúrbios Psíquicos

Os factores psíquicos que podem afectar o funcionamento sexual satisfatório estão ligados a problemas na educação, na infância, relação com os pais, traumas psicológicos, primeiras relações, educação sexual, momentos de crise ou de grandes mudanças, bem como doenças que vão desde os distúrbios do humor (distimias) até a depressão, neuroses, psicoses, toxicomanias, abuso de álcool e fumo.


Distúrbios Psicossomáticos

Embora o termo Psicossomática seja mais usado no âmbito médico, em algumas Escolas Psicológicas (principalmente as Escolas Humanistas), expressa não apenas uma interligação entre corpo e mente, mas a unidade corpo-mente, na qual o sintoma é a expressão física de uma dor emocional. Os principais distúrbios psicossomáticos da sexualidade estão relacionados quer à ejaculação precoce quer à impotência psicogênica permanente ou selectiva.
Psicólogo

Profissional graduado em Curso de Psicologia. A Psicologia abrange diversas áreas: Psicologia Escolar, que trata dos problemas da educação; Psicologia Empresarial, que trata do recrutamento, selecção e acompanhamento do trabalhador na empresa; Psicologia Social, que trata dos problemas sociais e tem como principal ramo a Psicologia Comunitária, que actua na comunidade, junto ao assistente social, ao sociólogo e ao antropólogo. Psicologia Clínica, que trabalha os problemas do indivíduo, principalmente nos aspectos psicopatológicos, seja em grupo ou individualmente; cujos instrumentos são o psicodiagnóstico, o aconselhamento e a psicoterapia, individual, de casais ou de grupos. Ainda no ramo da Clínica, no Brasil desponta uma área extremamente importante, a Psicologia Hospitalar, ligada ao trabalho com pacientes hospitalizados, sua família e todo o arsenal médico e paramédico que o acompanha. Nas Universidades, desenvolve-se a Psicologia Experimental, e a Metodologia da Pesquisa Psicológica, que se preocupa com a Psicologia no que concerne ao desenvolvimento de novas teorias, seja na Clínica, no desenvolvimento infantil, ou nos laboratórios experimentais.
No que concerne á Psicologia Clínica, principalmente a psicoterapia, acho-a indispensável no acompanhamento dos problemas da sexualidade. É preciso de uma vez por todas acabar com a ideia preconceituosa de que psicoterapia é apenas para doentes mentais graves. A psicoterapia é um excelente instrumento, e não pode ser utilizada apenas no âmbito psiquiátrico. Ela foi desenvolvida, para quem não quer ficar doente.


"Stress"

Força ou influência desagradável, tensão, pressão. (Dic. Michaelis). Vulgarmente o termo passou a significar o estado em que o indivíduo se encontra esgotado por força das pressões externas e do excesso de esforço pessoal físico e ou psicológico.


Traumas Psíquicos

"... a causa activa da doença não é a lesão corporal insignificante, mas o afecto do susto – o trauma psíquico(...) Nossas pesquisas tem demonstrado que o que chamamos de fenómenos ou sintomas de uma neurose, são as consequências de certas experiências e impressões , que por esta razão reconhecemos serem traumas etiológicos. (...) todos os traumas pertencem ao princípio da infância, ao período até os cinco anos de idade. Especialmente interessantes são as impressões da fase em que a criança começa a falar. O período entre os dois e os quatro anos é o mais importante..." (Dicionário de termos de psicanálise de Freud – Ed. Globo – Porto Alegre.

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