O que é que os pais e os outros educadores devem fazer?
- Estar Lá: De um modo geral, os adolescentes não gostam que lhes façam muitas perguntas, pelo que a ideia de os confrontar com qualquer coisa que se assemelhe a um interrogatório é contraproducente. Mais vele demonstrar apoio dizendo claramente "Eu estou disponível para conversar, para te ouvir, e para te ajudar como puder". Esse apoio incondicional é fundamental.
- Não desistir à primeira: Qualquer pai ou mão sabe que pode ser muito difícil entrar no mundo de um adolescente. Quanto mais fazer com que ele(a) exteriorize as suas dores emocionais! é preciso ser persistente e carinhoso ao mesmo tempo, reforçando a vontade de ouvir ao mesmo tempo que se respeita o ritmo do jovem.
- Sermão, Não: É importante evitar qualquer crítica ou juízo de valor, assim que o adolescente começa a falar. Claro que pode ser tentador. Mas o importante é Ouvir. Se conseguir que o "seu" adolescente começasse a comunicar consigo, não estrague tudo ao dar conselhos que não lhe foram pedidos.
- A Sério: Para algumas pessoas, os desabafos de um adolescente parecem ser tão ridículos que o mais certo é não serem capazes de empatizar com a sua angústica descrita. Mesmo que alguns comentários possam parecer absurdos ou irracionais, é importante validar as emoções - reconhecer a dor e a tristeza. Se o adulto nao for capaz de se descentrar dos seus próprios problem as e solidarizar-se com os sentimentos do adolescente, este sentir-se-á (legitimamente) incompreendido.
